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Campanha Novembro Azul coloca a saúde masculina em foco

Criada em 2003, a campanha Novembro Azul reforça a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata. Somente este ano, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deve registrar 65.840 novos casos do tumor, o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma).

De acordo com a médica urologista Bárbara Melão, é muito importante que exista essa conscientização, porque o câncer de próstata é uma doença assintomática, ou seja, sem sintomas em sua fase inicial. “Justamente quando temos as maiores taxas de cura”, pontua. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), quando a doença se encontra nessa fase, a cura ocorre em aproximadamente 90% dos casos.

Bárbara fala que o diagnóstico da doença pode ser feito pela combinação da coleta do PSA (exame de sangue) com o toque retal, justamente o exame que, embora tenha sido desmistificado com o acesso à informação, ainda é considerado ‘tabu’ por uma parcela da população masculina. “É importante a orientação aos pacientes em relação a esse exame, que, na verdade, é simples, rápido e indolor”, assevera.

A médica urologista destaca que, para a SBU, o rastreamento do câncer de próstata deve começar a ser feito a partir dos 50 anos. No caso de pacientes com fatores de risco, como histórico familiar, a faixa etária cai para 45. Já em relação à Sociedade Europeia de Urologia, a orientação é ainda mais cedo. “A recomendação é que eles colham o PSA aos 40 anos e, a partir da análise desse valor, o rastreamento é individualizado para cada paciente”, destaca.

Tratamento precoce

Depois de sobreviver à doença, o contador João Leonardo Bentes Pereira aconselha todos os amigos a fazerem um check up anual, especialmente para quem tem histórico familiar, como era o caso dele. Segundo ele, após quatro anos sem fazer os exames relacionados à próstata – a glândula do sistema genital masculino –, viu o que era uma simples alteração se transformar em um problema mais grave.

“À época, estava um pouco alterada, segundo o exame, mas não tinha sintomas. Havia pequena redução do jato urinário, mas eu achava que fosse normal. Quatro anos depois, veio a crise: retenção urinária muito forte, quase insuportável, e fui levado ao pronto-socorro”, detalha.

Após uma série de exames, veio o diagnóstico de que a próstata estava com alteração de volume quatro vezes além do normal. Ao fazer a biópsia, a gravidade se confirmou, sendo necessária a cirurgia. “Felizmente, graças a Deus e à competência da equipe médica, comandada pela Doutora Bárbara, não restou nada maligno”, assevera.

A partir dessa experiência, alguns amigos do contador passaram até mesmo a repensar seu preconceito com o exame de toque. “Alguns amigos meus procuraram fazer exames após o relatei a eles. Há brincadeiras sobre o assunto, piadinhas. Por certo machismo, alguns não se cuidam. Há evolução na conscientização, mas é necessário levar a sério”, enfatiza.